Quais são as pragas mais comuns em hospitais e como evitá-las

Quando pensamos em exemplos de lugares limpos e assépticos, os hospitais são os primeiros a virem às nossas mentes. Porém, isso não significa que esses ambientes são livre de pragas. Até meados do século 20, algumas pragas como piolhos, pulgas e percevejos eram comuns em leitos de hospitais. Após a Segunda Guerra Mundial, com a descoberta do poder inseticida do DDT, o controle de pragas nesses ambientes se tornou mais forte, mas não impediu que alguns desses animais, como baratas e formigas, continuem dando dor de cabeça aos responsáveis pela higiene no local.

Apesar de já existirem produtos capazes de combater essas pragas, os riscos toxicológicos e os impactos ambientais dos inseticidas e raticidas fazem com que essa opção seja mais delicada de ser aplicada em ambientes hospitalares, devido à fragilidade da saúde dos pacientes. Portanto, evitar o aparecimento desses animais se torna ainda mais importante nos hospitais.

Baratas, formigas, mosquitos e moscas: as principais pragas em hospitais

Dentre todas as pragas existentes, algumas são mais comuns em ambientes hospitalares. Uma delas é a barata. Um estudo realizado na Polônia entre 1990 e 1995 mostrou que em 71% dos hospitais estudados era possível encontrar diferentes espécies do inseto. Já as formigas estavam presentes em 40% das instituições avaliadas. No Brasil, diferentes estudos encontraram baratas, formigas e moscas em 12 hospitais da cidade de São Paulo.

Outro levantamento, que avaliou oito hospitais do estado de São Paulo, apontou que todos possuíam infestações de formigas em diferentes intensidades e de diferentes espécies. Em uma dessas instituições, 16,5% dos animais encontrados carregavam bactérias patogênicas. Além disso, berçários e UTIs foram as alas com maior ocorrência da praga. Nesses mesmos hospitais, apenas dois não estavam contaminados com baratas, todos apresentaram ocorrência de moscas e 12,5% abrigavam mosquitos – incluindo o Aedes aegypti.

Prevenção é o melhor remédio

Seja em casa, no comércio ou em hospitais, os fatores que atraem as pragas são sempre os mesmos: abrigo, alimentação e água. Dessa forma, medidas que eliminem esses elementos ou que dificultem o acesso dos animais a eles são boas opções para evitar a infestação. Medidas adequadas de higiene e limpeza, combinadas com um programa eficiente de manutenção predial, de gestão de ocorrência de pragas e de correção ambiental são a melhor combinação para evitar o aparecimento de pragas urbanas em ambientes hospitalares.

Outra abordagem bastante utilizada nos dias de hoje é a do controle integrado de pragas. Isso significa gerir as ocorrências de pragas e utilizar essas informações como indicadores ambientais, que ajudarão a entender a relação entre as características biológicas dos animais com os fatores ambientais presentes no local. Ao identificar esses fatores, é possível corrigi-los de maneira definitiva e utilizando o mínimo de produtos químicos possível. Essa redução no uso de inseticidas e raticidas é ainda mais importante em ambientes como hospitais, já que os produtos químicos podem ser extremamente prejudiciais para a saúde.

Com um programa eficiente de controle e uma boa educação e comunicação interna (não apenas entre funcionários, mas também entre pacientes e acompanhantes) é possível reduzir consideravelmente o aparecimento de pragas, o uso de produtos químicos e a ocorrência de problemas de saúde agravadas pela situação.

E aí, gostou de nossas dicas? Você já sabia que existem pragas até mesmo em hospitais? Deixe sua opinião a respeito desse assunto nos comentários!

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