Organizações listam dez lugares mais contaminados do mundo

Organizações listam dez lugares mais contaminados do mundo

Contaminação ambiental ameaça a saúde de 200 milhões de pessoas.
Lista pretende ajudar autoridades a lutar contra diferentes tipos de poluição.

Da AFP

4 comentários
10 lugares mais poluídos
do mundo
(em ordem alfabética de país, segundo Blacksmith Institute e Cruz Verde)
– Rio Matanza, Argentina (compostos orgânicos voláteis, principalmente tolueno)
– Hazaribagh, Bangladesh (cromo)
– Lixão Agbogbloshie, Gana (chumbo, cádmio e mercúrio)
– Rio Citarum, Indonésia (chumbo, cádmio, cromo e pesticidas)
– Kalimantan, Indonésia (cádmio e mercúrio)
– Delta do Rio Níger, Nigéria (petróleo)
– Dzershinsk, Rússia (sarin, chumbo, fenóis e subprodutos tóxicos)
– Norilsk, Rússia (metais pesados)
– Chernobyl, Ucrânia (radionuclídeos)
– Kabwe, Zâmbia (chumbo)

Diferentes formas de contaminação ameaçam a saúde de 200 milhões de pessoas no mundo, denunciaram esta terça-feira (5) organizações de defesa do meio ambiente, que publicaram a lista dos dez locais mais contaminados do planeta.

“Estimamos que a saúde de mais de 200 milhões de pessoas esteja ameaçada”, afirmou o diretor da organização Blacksmith Institute, Richard Fuller.

Para ajudar as autoridades a lutar contra as diferentes formas de contaminação, esta organização estabeleceu junto à Cruz Verde, ONG com sede em Genebra, uma lista dos dez locais mais contaminados do mundo.

Entre esses locais está a bacia do Rio Matanza-Riachuelo, na região de Buenos Aires, na Argentina, onde 5 mil indústrias lançam seus resíduos, afetando a saúde de 20 mil pessoas.

O lixão gigante de material eletrônico de Agbogbloshie, em Gana, que expõe 40 mil pessoas à contaminação por chumbo, mercúrio e cádmio, também integra a lista.

As organizações denunciam, ainda, a contaminação do solo relacionada ao petróleo no Delta do Níger, na Nigéria, assim como aquela provocada pelos resíduos de chumbo da explosão de minério (já encerrada) em Kabwe, a segunda cidade de Zâmbia.

Em Jacarta, na Indonésia, mais de 500 mil pessoas diretamente e cinco milhões indiretamente são expostas a vários produtos químicos (chumbo, cádmio, cromo, pesticidas), lançados no rio Citarum, perto de Jacarta. No mesmo país, o mercúrio extraído das minas de ouro na província de Kalimantan, na ilha de Bornéu, ameaça a saúde de pelo menos 225 mil pessoas.

Também na Ásia, cerca de 160 mil pessoas são vítimas de contaminação por cromo provocada por 270 curtumes em Bangladesh, particularmente em Hazaribagh.

Dois locais na Rússia são denunciados pelos ambientalistas: na cidade de Dzerzhinsk, no centro da indústria química, 300 mil pessoas são ameaçadas pelos resíduos de 190 produtos tóxicos identificados em águas subterrâneas. E em Norilsk, na Sibéria, a contaminação do ar causada pelas minas de propriedade de Norilsk Nickel põe em grave risco a saúde de 135 mil pessoas.

A lista inclui ainda a antiga usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, onde mais de 10 milhões de pessoas continuam com suas saúdes em risco.

O rio Riachuelo, em Buenos Aires, é um dos 10 lugares mais contaminados do mundo, segundo lista das organizações Blacksmith Institute e Cruz Verde (Foto: ALI BURAFI/ AFP)O rio Riachuelo, em Buenos Aires, é um dos 10 lugares mais contaminados do mundo, segundo lista das organizações Blacksmith Institute e Cruz Verde (Foto: ALI BURAFI/ AFP)
Imagem divulgada nesta terça-feira (27) mostra uma mancha de petróleo nas proximidades do Delta do rio Niger, na Nigéria, na última segunda-feira (26). De acordo com a empresa anglo-holandesa Shell, o vazamento de petróleo na costa do país foi amplamente  (Foto: Sunday Alamba/AP)Imagem mostra mancha de petróleo nas proximidades do delta do rio Niger, na Nigéria, um dos lugares mais contaminados do mundo (Foto: Sunday Alamba/AP)
Roda gigante no parque de diversões de Pripyat: a cidade que em outros tempos tinha uma população jovem, ficou parada no tempo. (Foto: Dennis Barbosa/G1)Roda gigante no parque de diversões de Pripyat, cidade próxima à central nuclear de Chernobyl, Ucrânia (Foto: Dennis Barbosa/G1)
Categoria: Uncategorized | Tags: .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *