Guia de boas práticas para tratamento de esgotos em condomínios

Esgoto sem tratamento, além de acarretar um mau cheiro insuportável, pode ser um dos piores poluentes do meio ambiente que o homem poderia produzir e causar uma enorme quantidade de doenças, não só para o ser humano, mas também para outros seres vivos do bioma onde os dejetos são despejados. E quando esses resíduos são produzidos por uma alta concentração de pessoas, como acontece nos condomínios residenciais e comerciais, o volume é ainda maior e os riscos de contaminação são maiores. Então, o que fazer para cuidar adequadamente dos esgotos nesses espaços condominiais?

O tratamento de precaução

Os esgotos criados pelos seres humanos percorrem os encanamentos internos e condutos que estão por baixo dos prédios, a fim de serem escoados nas águas pluviais e do mar, ou, quando existe um projeto público eficaz de saneamento, são reunidos e transportados para estações de tratamento. Nesse sentido, o encanamento do esgoto sanitário é separado das tubulações que estão na cozinha, por exemplo, e em outros cômodos do lugar. E é por isso que não se pode jogar óleos que sobraram da fritura ou gorduras diversas na pia, não se deve jogar no vaso sanitário elementos estranhos, como papel higiênico, preservativos, cotonetes, fio dental, absorventes, filtros de cigarro, entre outros. Para seu bom funcionamento, a rede de esgotos deve conduzir somente dejetos humanos e resíduos líquidos, que são chamados de efluentes domésticos, evitando-se que os canais entupam ou fiquem obstruídos.

O tratamento realizado nas ETEs

Quando existe uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) abrigada no município ou nos seus arredores e um sistema de encanamento adequado que a interligue ao prédio, será viável que o material dispensado seja transferido para o tratamento local naquela unidade operacional. Além dos dutos para condução, outra forma de levar os dejetos é através do transporte feito em veículos e outros modais. Chegando na ETE, as cargas poluentes do esgoto são removidas através de processos físicos, químicos ou biológicos, de modo que os efluentes tratados e descontaminados possam ser devolvidos ao meio ambiente sem perigos para a saúde dos seres humanos, da fauna e da flora, restando conforme as exigências e padrões da legislação ambiental.

O tratamento realizado nas ETEs próprias

Mas as boas práticas relacionadas ao tratamento dos esgotos não se resumem aos cuidados quando for jogar fora certos materiais que possam ser danosos ao meio ambiente ou verificar o bom estado de conservação das tubulações do prédio para que os esgotos alcancem sem problemas uma Estação de Tratamento apropriada. Dependendo-se de quanto o condomínio estiver afastado de uma ETE ou das condições gerais da localidade, é possível implementar uma ETE própria, com um sistema modular de intervenção que poderá até reaproveitar a água depois de tratada, baixando o consumo geral, em jardins e plantações; lavagens de veículos, pisos e equipamentos; utilização em mictórios e sanitários; sistemas de resfriamento; entre outras aplicações. Os efluentes são tratados localmente e oferecem, como consequência, água processada e desinfetada, a qual não apresenta riscos ao meio ambiente. Outros materiais derivados do processo, no entanto, precisam ser descartados em outros locais, e para isso ainda existe a dependência dos canais internos ou do transporte terceirizado.

Agora que você já sabe o que deve fazer para tratar os esgotos de seu condomínio, é só se manter precavido e colaborar para que o sistema de esgoto sanitário funcione conforme dele se espera ou requisitar uma assembleia no condomínio onde mora ou trabalha para debater sobre a possibilidade de se implementar soluções que venham a melhorar o processamento e a distribuição dos esgotos no seu edifício.

E em seu condomínio, como estão as práticas para tratamento de esgotos?

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