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Desentupidora Freguesia do O

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Freguesia do o

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História

A região da Freguesia do Ó foi fundada em 1580, quando o bandeirante Manuel Preto tomou posse daquelas terras. O local, inicialmente era apenas para descanso dos bandeirantes que acreditavam que o Pico do Jaraguá tinha ouro.

O plantio de cana-de-açúcar sempre foi a principal atividade rural da região, até a metade do século XX, antes da expansão da urbanização da cidade. A região era considerada um “Cinturão Verde” da capital e seus moradores eram considerados “caipiras” pela população dos bairros centrais. Inúmeros alambiques asseguravam a produção de fina cachaça, conhecida como caninha do Ó. Alem da cana de açúcar, cultivam-se café, mandioca, algodão, milho e legumes, sendo os ultimos para a subsistência.

Atualmente o distrito, fundado no século XX, é formado por 49 bairros. Possui uma população de classe média e média-baixa. Em 2008 4,46% dos domicílios encontravam-se em regiões de favelas. No ano de 1996, criou-se a Associação Amigos do Ó, cujas conquistas incluem ter transformado um terreno abandonado em praça que leva o nome dessa associação.

Em 1999, o bairro ganhou um cartão telefônico em homenagem ao seu 419o. aniversário.

Evolução demográfica do distrito da Freguesia do Ó [1]

[editar]Patrimônios históricos e culturais

[editar]O Largo da Matriz




Casarões que se localizam ao lado da Igreja Matriz, e que também abrigam restaurantes e bares especializados.

Em janeiro de 1901, foi inaugurada a nova igreja Matriz, que foi construída em razão de um incêndio que destruiu a antiga igreja, que se localizava no Largo da Matriz Velha. No Largo da Matriz Nova é onde encontramos mais facilmente edificações que remontam ao começo do século passado, inclusive com alguns casarões tombados pelo Condephaat. Em 1947 sofre alteração, quando foram criadas ruas para circulação de carros.

No Largo da Matriz Nova temos vários bares e alguns restaurantes. Uma das mais antigas pizzarias da cidade se encontra neste local. Alguns bares são realmente muito frequentados, apresentando um aspecto convidativo, com sua aparência antiga, para se ficar e encontrar os amigos. Criam uma referência de sociabilidade, renovando o uso deste casario. São quatro choperias que se instalaram em casarões antigos na parte baixa da Matriz Nova, onde quase todas têm música ao vivo e uma tem em seu cardápio pratos da cozinha alemã. Dentre eles, se destaca o Frangó, não apenas por ser o mais velho de todos, mas há anos o local se tornou um ponto de encontro de universitários, jornalistas, empresários e pessoas famosas “de fora”, como Washington Olivetto.

Atualmente, principalmente à noite e aos finais de semana, também adolescentes, especialmente de outros bairros como Brasilândia, Vila Nova Cachoeirinha e até Pirituba se concentram lá, convivendo com outros grupos sociais. O Largo da Matriz tornou-se um local de sociabilidade para moradores de bairros mais afastados.




Casarão do largo da Matriz Velha.

[editar]Largo da Matriz Velha

O local tem este nome por ter sido o largo que até o final do século XIX abrigava a Igreja Matriz, inaugurada em 1794. Em 22 de novembro de 1896, um incêndio provocado pelo sacristão, que tentava queimar um vespeiro instalado numa das torres, o fogo expandiu e destruiu a igreja.

Considerava se a reconstrução no mesmo local, mas entendo a necessidade de uma igreja de maior dimensão, para abrigar a população local com maior conforto, decidiu se pelo local onde hoje encontra-se a atual Igreja Matriz.

No ano de 1925, a Escola Estadual Padre Manoel da Nóbrega, que ali se localizava, foi transferida para um novo endereço próximo. Por não ter mais atrativos, o local cada vez mais foi se tornando degradado, sendo que, segundo relatos de moradores locais, garotas de programa frequentavam o local, juntamente com o aumento dos roubos e furtos de carros e de casas vizinhas.

Para reverter este estado, e ganhar um espaço para convívio social, um grupo de aposentados e moradores locais, intitulados de “Sociedade Amigos da Matriz Velha”, juntamente com a Subprefeitura, conseguiram fundos, primeiramente para a construção de uma pista de malha, onde os moradores providenciaram os discos e demais equipamentos para a prática do jogo. Posteriormente, a subprefeitura construiu mesas e cadeiras cimentadas bem como numa nova pista de malha e outra para bocha.

Com esta iniciativa, o local tem registrado cada menos menos furtos e roubos, especialmente nos períodos da manhã e tarde, quando este grupo está presente no local, tornando se assim, um local onde pais e filhos sentem se seguros para se sociabilizar e brincar.

[editar]Bibliografia

  • ALVIM, Murilo Lopes. Ó, a Freguesia. São Paulo: Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharelado em Fotografia(SENAC), 2003.
  • BARRO, Máximo. Nossa Senhora do Ó. São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, 1977.
  • BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.
  • BOSI, Ecléa. Memória e sociedade, lembranças de velhos. São Paulo: T.A. Queiroz Editor. 1979.
  • CROCE,Santa Eduardo. Ó Feguesia do Ó. São Paulo. Rio de Janeiro: Litteris; São Paulo: Casa do Novo Autor, 2000.
  • GOFF, Jacques Le. Memória – História. Lisboa: Imprensa Nacional, 1984.
  • KOSSOY, Boris. Fotografia e história. São Paulo: Ática, 1989.
  • LUISI, Emídio. Ue’ Paesà: 120 anos da imigração italiana no Brasil. São Paulo: Caixa Econômica Federal, 1997.
  • MACEDO, Carmem Cinira. Tempo de gênesis: o povo das comunidades eclesiais de base. São Paulo: Brasiliense, 1986.
  • MAGNANI, José G. e TORRES, Lílian Lucca de. Na metrópole. São Paulo: Edusp Fapesp, 1996.
  • MARTINELLI, Pedro. Casas Paulistanas: pequenos tesouros da Mooca na transformação de São Paulo. São Paulo: 1° edição. 1998.
  • MARTINS, José de Souza. Subúrbio: vida cotidiana e história no subúrbio da cidade de São Paulo: São Caetano, do fim do Império ao fim da República Velha. São Caetano do Sul: Hucitec, 1992.
  • MASCARO, Cristiano. São Paulo. São Paulo: Editora Senac, 2000.
  • MEDINA, Cremilda de Araújo (org). Ó freguesia, quantas histórias. São Paulo: ECA/USP, 2000.
  • RIBEIRO, Suzana Barretto. Italianos do Brás, imagens e memória. São Paulo: Brasiliense, 1994.
  • CAMARGO, Benedito. Matriz Velha da Freguesia do Ó. http://www.portaldoo.com.br/historia/foto/mvelha01.htm, 2006

[editar]Fotografias locais

  • Vista lateral do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó e da Igreja
  • Um dos casarões do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó. A fachada é tombado pelo Patrimônio Histórico e abriga um famoso bar da cidade de São Paulo
  • Ladeira característica do local, palco da procissão na Sexta-Feira da Paixão.
  • O altar e o Padre Dalton Caram durante a Festa do Divino Espírito Santo, enfeitado com veludo vermelho, por ser a cor que representa o Espírito Santo
[Expandir]Freguesia do Ó

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